SABER PARA ONDE... E POR ONDE IR...
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A planificação de uma temporada faz-se tendo por base um projecto com um prazo definido, a experiência acumulada e o desempenho na campanha recém finalizada...
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Quando a competição termina, e com os resultados como pano de fundo, começa a tomada de decisões tendo em vista a temporada seguinte. E a planificação é a soma do que ocorreu na temporada que terminou, mais a duração do projecto desportivo e a experiência dos anos anteriores, assim como o rumo que se pretende que a equipa tome no futuro. Quando chega a altura da planificação por parte da Direcção Desportiva, existem umas certas prioridades. A primeira delas é saber quem é o treinador, se se confia no mesmo ou se a escolha recai num novo.
É básico que a contratação esteja bem delineada para o que se quer do clube, de forma a que nos meses que se vão seguir não tenham que ser tomadas decisões drásticas a esse respeito, já que representa o maior dos fracassos no que diz respeito à planificação.
Eleger um treinador é algo mais do que escolher um nome, é optar por uma forma de fazer as coisas, uma metodologia de trabalho, assim como uma maneira de liderar, e há que apostar naquele que mais se aproxime do que foi previamente planeado.
A segunda prioridade será a confecção do plantel de jogadores juntamente com o treinador. Os jogadores que chegam e aqueles que ficam vão ditar o modelo de jogo. Renovar, não renovar, promover jogadores jovens e as contratações a realizar, são as questões a discutir. Contudo, a planificação não está influenciada apenas pelos resultados, é afectada também pelas circunstâncias do momento e os objectivos da equipa e por todas as condicionantes, quer desportivas quer extra-desportivas, que ocorrem durante toda uma temporada num clube. O que é verdadeiramente importante é que essas decisões sejam consensuais entre o grupo de trabalho. Devem ser decisões que vão ganhando forma ao longo dos meses, de modo a que não exista espaço para improvisação, que normalmente acaba por se traduzir em equívocos.
A planificação de uma temporada condiciona a realidade dos clubes, no curto prazo de um ano, no médio a partir de duas temporadas, e inclusivamente, a longo prazo; razão mais do que suficiente para que as pessoas da Direcção devam estar preparadas, conhecer e entidade onde trabalham, a fundo, e o mais importante, terem presente até onde querem chegar com esse clube. Tendo por base todos esses factores, há que decidir e fazê-lo em consciência de que uma decisão argumentada, justificada e coerente nunca poderá estar errada, mesmo que o objectivo não seja totalmente conseguido. Por isso, ano após ano terá que se tentar não reincidir nos erros cometidos anteriormente, aprender com eles e reforçar o que se fez bem nas últimas temporadas, tendo no entanto consciência de que cada ano é diferente.
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