competição-modelo de treino-modelo de jogo-modelo de vitória

O trabalho deve validar e permitir que as acções e ideias incluídas, conduzam ao sucesso na competição...
... esta representa não só o ponto referencial do modelo de jogo, mas também a sua componente mais forte!

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Fred Skill
Viseu, Centro, Portugal
Treinador de Futebol
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quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

MODELO DE VITÓRIA (?)

LÓGICA EVOLUTIVA...

Esquecendo (ou não...) que os resultados podem alterar a "lógica das coisas", entendo que devemos trabalhar sempre em defesa de uma consciência clara de evolução, de dar sempre o nosso melhor (debate desta ideia para outra altura), sem medo de olhar em frente, e querer... evoluir!
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Será sempre dentro de uma lógica evolutiva que procurarei trabalhar um modelo de vitória.
No final de cada época, sei que poderemos definir o nosso trabalho passado, de várias formas. Mas eu aposto em como o podemos definir como: - intenso e emocionalmente gratificante! Colectivamente muito forte. Sei que assim pode ser. Já me aconteceu.
A lógica evolutiva para uma nova época pode (por vezes deve) começar num ponto que aparentemente será anterior ao que já se trabalhou!... Pode-se assim dizer que é um recuo estratégico, mas muitas vezes essencial para posteriormente se atingirem outros patamares. Resumindo, um recuo pode muitas vezes não o ser! Por si só, este recuo é simultâneamente uma evolução.
Uma vez que muito do que se trabalha na época seguinte já não é propriamente uma novidade (independentemente de termos um grupo novo ou estar num novo clube), o que se acrescenta, não deixa de ser algo que vai permitir compreender e melhorar o trabalho, logo, evoluir.
Evidentemente, as novidades podem ser vistas como "variantes"... mas estas mesmas variantes são também evoluções...

Ao falar de lógica, falo directamente do dicionário para o "campo", e diz tudo: - "... carácter racional de alguma coisa; ... do conjunto de procedimentos cognitivos; ... do conjunto de relações que regulam o funcionamento de uma organização ou o aparecimento de fenómenos..."

Ao falar de evolutiva, falo de algo que é: - "... susceptível de evolução; que produz essa evolução (potencial evolutivo; capacidade evolutiva)..."

A aquisição de novos conhecimentos (ou de um velho conhecimento, de novo...) e novas experiências, embora nos convença que "só sabemos que nada sabemos", e que os resultados podem vir a não estar de acordo com a qualidade do trabalho, deixa-nos contudo uma forte esperança de vir a evoluir dentro de uma certa lógica...

Continua a ser essa a minha maior esperança!

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quarta-feira, 2 de Abril de 2008

PLANIFICAÇÃO (PARTE III)

O PERÍODO PREPARATÓRIO, ESSENCIAL...
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A "pré-época" é uma fase essencial do ano desportivo e por isso é necessário planificá-la bem. Marca o início das equipas, desenvolvendo-se nela os conteúdos físicos, tácticos, técnicos e psicológicos, bem como a coesão do grupo. No fundo, o mais importante do ano inteiro. É fundamental dar-lhe a devida importância e realiza-la bem.
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DE QUE DEPENDE?

O estado anímico. É muito importante não condicionar a planificação tendo por base um estado de espírito concreto, já que este vai fazer com que não se tomem as decisões sob o ponto de vista objectivo, mas sim de acordo com o momento; seja de euforia por ter conquistado um título, seja pela tristeza de não ter alcançado o objectivo.

As pressões dos adeptos. É muito provável que uma má temporada de jogo e de resultados faça "chover" muitas críticas por parte dos adeptos, mas há que superar as coisas para saber planificar correctamente e responder com boas decisões para o presente e para o futuro da equipa. Em contrapartida, se os objectivos da época foram cumpridos e se deixaram boas indicações, as expectativas podem aumentar e variando na forma, vão dar ao mesmo em termos de pressão!

Os meios de comunicação. Conforme os casos, equipas mais ou menos mediáticas, podem ou não, sofrer mais ou menos com esta questão. Mas o oportunismo nos maus resultados faz sempre disparar comentários que por norma chegam aos jogadores e podem provocar alguma mossa! É preciso estar "vacinado" e o melhor é estar preparado para evitar contribuir para mais um potencial foco de pressão.

As relações pessoais. É outro ponto a ter em conta na planificação já que o dia a dia de trabalho contínuo dá origem a conflitos, fricções ou amizades entre determinadas pessoas. Mas essas percepções negativas ou positivas não devem nunca ser um factor de influência.

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terça-feira, 1 de Abril de 2008

PLANIFICAÇÃO (PARTE II)

COM OBJECTIVOS CUMPRIDOS...
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O facto de se ter conseguido alcançar os objectivos pode dar origem a uma maior moderação, num primeiro momento, em relação à planificação da temporada seguinte, já que nesse ano foi alcançado um bom trabalho. Ainda assim, e tendo por base o desenvolvimento dos aspectos a ter em conta numa planificação, o facto de se ter alcançado as metas traçadas não deve significar que não tenham que ser tomadas decisões pela direcção desportiva. Acima desses objectivos está o clube e o caminho traçado.
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1. Técnico: Se o treinador trabalha solidamente com a direcção do clube, e correspondeu às expectativas que dele eram esperadas, há razões para que continue. se pelo contrário, e pese embora ter conseguido resultados extraordinários, o pensamento do "míster" vá noutra direcção no que diz respeito ao caminho do clube, ou as suas ideias não eram partilhadas pelos responsáveis acima de si, não será este o técnico que deverá "comandar o barco".
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2. Plantel: Conseguir os objectivos garante rendimento dos jogadores. Podem conseguir novos contratos e com isso mais dinheiro... renovar pela equipa e perseguir novos objectivos...
O mesmo se passa com os que não são habitualmente utilizados; apesar de alguns deles terem jogado pouco, talvez interessem na época seguinte e há que continuar a postar neles.
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QUANDO NÃO SE ALCANÇAM RESULTADOS...
O puzzle não encaixa...

Por oposição está o caso de planificar sem se terem conseguido os resultados previstos, não ganhar um título, descer de divisão... Não alcançar as metas traçadas é um revés importante, e motivo de críticas à gestão da direcção, do treinador, dos jogadores... Essa "má gestão" deve ser motivo de reflexão, mas não tem por que dar origem a decisões drásticas, sobretudo se a direcção estiver concentrada num projecto a longo prazo. Apesar de não se terem conseguido obter os resultados desejados, pode-se continuar a trabalhar da mesma forma; a casualidade no futebol pode dar origem a que o objectivo se tenha perdido por um ponto e isso não significa que as coisas tenham sido mal feitas.

1. Técnico: Fazendo a mesma reflexão de anteriormente, se o treinador está em sintonia com o projecto do clube e trabalha bem, o facto de não ter conseguido os objectivos não deve ser motivo para não renovar ou para o demitir, sobretudo se for um projecto a longo prazo e tenha sido ele o eleito para o levar a cabo.

2. Plantel: Com os jogadores da equipa passa-se o mesmo; todos os jogadores interessantes para o clube, apesar de terem tido um ano mau, merecem que se continue a apostar neles, ainda que tenham de ser bem ponderados os lugares onde houve maiores falhas para os tentar melhorar e garantir reforços na verdadeira acepção da palavra.

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segunda-feira, 24 de Março de 2008

PLANIFICAÇÃO (PARTE I)

SABER PARA ONDE... E POR ONDE IR...
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A planificação de uma temporada faz-se tendo por base um projecto com um prazo definido, a experiência acumulada e o desempenho na campanha recém finalizada...
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Quando a competição termina, e com os resultados como pano de fundo, começa a tomada de decisões tendo em vista a temporada seguinte. E a planificação é a soma do que ocorreu na temporada que terminou, mais a duração do projecto desportivo e a experiência dos anos anteriores, assim como o rumo que se pretende que a equipa tome no futuro. Quando chega a altura da planificação por parte da Direcção Desportiva, existem umas certas prioridades. A primeira delas é saber quem é o treinador, se se confia no mesmo ou se a escolha recai num novo.
É básico que a contratação esteja bem delineada para o que se quer do clube, de forma a que nos meses que se vão seguir não tenham que ser tomadas decisões drásticas a esse respeito, já que representa o maior dos fracassos no que diz respeito à planificação.
Eleger um treinador é algo mais do que escolher um nome, é optar por uma forma de fazer as coisas, uma metodologia de trabalho, assim como uma maneira de liderar, e há que apostar naquele que mais se aproxime do que foi previamente planeado.
A segunda prioridade será a confecção do plantel de jogadores juntamente com o treinador. Os jogadores que chegam e aqueles que ficam vão ditar o modelo de jogo. Renovar, não renovar, promover jogadores jovens e as contratações a realizar, são as questões a discutir. Contudo, a planificação não está influenciada apenas pelos resultados, é afectada também pelas circunstâncias do momento e os objectivos da equipa e por todas as condicionantes, quer desportivas quer extra-desportivas, que ocorrem durante toda uma temporada num clube. O que é verdadeiramente importante é que essas decisões sejam consensuais entre o grupo de trabalho. Devem ser decisões que vão ganhando forma ao longo dos meses, de modo a que não exista espaço para improvisação, que normalmente acaba por se traduzir em equívocos.
A planificação de uma temporada condiciona a realidade dos clubes, no curto prazo de um ano, no médio a partir de duas temporadas, e inclusivamente, a longo prazo; razão mais do que suficiente para que as pessoas da Direcção devam estar preparadas, conhecer e entidade onde trabalham, a fundo, e o mais importante, terem presente até onde querem chegar com esse clube. Tendo por base todos esses factores, há que decidir e fazê-lo em consciência de que uma decisão argumentada, justificada e coerente nunca poderá estar errada, mesmo que o objectivo não seja totalmente conseguido. Por isso, ano após ano terá que se tentar não reincidir nos erros cometidos anteriormente, aprender com eles e reforçar o que se fez bem nas últimas temporadas, tendo no entanto consciência de que cada ano é diferente.
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segunda-feira, 17 de Março de 2008

VELOCIDADE NO FUTEBOL

CORRER BEM... DEPRESSA E BEM...
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Depois de uma saudável discussão, com um amigo treinador, sobre métodos de trabalho na vertente ligada ao trabalho de resistência anaeróbia láctica e resistência anaeróbia aláctica, com bola ou sem bola, ficou no ar uma outra discussão sobre: velocidade… com e sem bola…
Prometi a esse amigo que iria escrever aqui algo sobre esse tema. Noutra oportunidade, voltarei aqui (ou em “Rendimento Desportivo”) para escrever sobre o tema anterior.
Obviamente que nenhum destes temas se esgota numa só página ou artigo. Tanto mais que existem duas grandes posições/correntes de opinião intimamente ligadas, uma à periodização táctica e outra à periodização convencional.
QUE SE DEBATA (saudavelmente)…
A velocidade nasce com o individuo e a sua técnica trabalha-se. Um jogador rápido que não perceba como se deve fazer a ligação dessa característica com o jogo, é um jogador pouco útil. Facilmente pode ser anulado por um adversário que seja mais inteligente (sem grandes níveis de exigência) na aplicação dos princípios de jogo defensivo (contenção/cobertura/equilíbrio/concentração).
A velocidade no futebol está para lá da sua acção pura e simples - como é entendida -.
A velocidade no futebol está relacionada com a bola, com a percepção e entendimento dos espaços, combinação/relação com os outros colegas e mudanças de ritmo. No futebol é preciso dar uma objectividade e precisão específicas à velocidade. Isto requer trabalho tal como qualquer outra técnica. Este trabalho deve vir desde a formação até à idade adulta.
Saber até que ponto pode um jogador melhorar as suas capacidades técnicas é algo que dificilmente se pode definir com exactidão. Os prazos na idade são sempre discutíveis. Sustento esta opinião sugerindo uma consulta a casos de jogadores que evoluem para lá dos “vinte e tal“… Por exemplo, o Cristiano Ronaldo, continua a evoluir e a “refinar“! E certamente haverá outros.
Há jogadores fabulosos em idades muitos baixas, jogadores de 18/19/20 anos que já são decisivos nos seus clubes. Mas, como todos, precisam de melhorar, trabalhar ou lapidar a velocidade e a técnica inerente (tal como as outras técnicas). Isto pode acontecer até perto dos 30 anos (embora não seja uma opinião consensual). É claro que os melhores são aqueles que mais cedo atingem as suas capacidades máximas (e será isto mensurável com rigor? Será que o “pedaço insondável” que está guardado no cérebro de cada um não alteraria os dados?).
Será a maturidade no futebol atingida aos 25 anos? Esta é a idade que muitos defendem como a aquela em que acaba a formação. Dizem ser a partir daí que se deve saber explorar os pontos fortes e defender-se dos defeitos. Mas se ainda aqui houver um desfasamento entre a idade biológica e idade cronológica, os dados são alterados.
Como treinador posso dizer que já assisti a grandes evoluções dentro desta área. E estou somente a falar de jogadores amadores. A evolução da velocidade técnica no futebol é algo que dá prazer a um treinador registar.
Antes de avançar para a parte conclusiva deste artigo, é tempo de deixar aqui o verdadeiro desafio que foi despoletado na discussão com o meu amigo. Como treinar a velocidade? Pode ser só treinada com movimentos específicos relacionados com o jogo? Será absolutamente necessário treinar assiduamente velocidade pura como um qualquer velocista de atletismo?
Podemos não estar de acordo com a forma de trabalhar de um ou de outro mas penso que estamos de acordo com as outras ideias base que aqui são transmitidas.
Eu, neste momento apenas trabalho a velocidade relacionada com o jogo (com o meu modelo) e tenho bons resultados. Mas, o meu amigo, também tem bons resultados e trabalha a velocidade de uma forma mais convencional…
E agora em direcção à conclusão:
Nenhum grande jogador constrói uma grande carreira só com instinto. E porque ninguém “remata sem pensar”, o segredo pode estar na velocidade da mente, na qualidade da movimentação a acompanhar a qualidade do pensamento. A velocidade de execução técnica é uma das armas dos melhores jogadores. Por esta razão defendo que as melhores prestações são aquelas que os jogadores têm, trabalhando na especificidade do desporto que praticam, dentro da estratégia delineada pelo treinador.
Pelas razões anteriores, defendo que quando se diz que não interessa correr muito, interessa correr melhor, devemos aqui incluir a velocidade. Pela mesma razão que nos diz ser esta também uma forma de correr.
Quando ensinamos um jogador a correr melhor, não temos aí também movimentações em velocidade e execuções técnicas velozes? A bola rola sempre mais rápido do que o jogador… então…
Voltamos sempre ao ponto de partida, não é?
Em definitivo, para mim é praticamente sempre, velocidade dentro dos exercícios do modelo de jogo adoptado.
Em jeito de nota final e falando apenas de situações ofensivas (para o comum adepto são as mais interessantes), a velocidade tem como desafio resolver problemas de espaço na frente de ataque. Os jogadores que se movem atrás e ao lado de um ponta de lança, também sentem isso. As movimentações de um avançado são decisivas para, principalmente, quando em posse de bola os médios/segundos avançados perceberem o jogo e entenderem os melhores caminhos a seguir e decisões a tomar em função do modelo que habitualmente trabalham.
Palavra global chave: trabalho.
As minhas palavras chave: trabalho em especificidade.
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quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

A CONSTRUÇÃO DO JOGO


A construção do jogo passa por várias etapas que cada vez mais são indissociáveis, nos tempos que correm, do "melhor futebol".
Neste blogue, que caracterizo como central, vou falar de... tudo!
Nos blogues periféricos (Táctica e Técnica; Rendimento Desportivo; Psicologia Desportiva; Leis do Jogo e Medicina Desportiva) o tratamento especializado (por disciplina) é o objectivo principal.
É claro que vou tentar estar atento a todas as opiniões exteriores e permitir que todos os eventuais contributos possam fazer crescer os meus conhecimentos e os de todos os interessados. No fundo, os de todos aqueles que gostam de futebol e sabem que ainda há algo para se aprender num desporto que, segundo alguns dizem, "já está tudo inventado"...
Eu até posso por essa hipótese mas duvido que os mesmos que defendem essa teoria, saibam realmente tudo sobre este desporto que é talvez "o maior acontecimento sócio-desportivo" de todos os tempos.
De qualquer forma, para mim tenho que, estamos sempre a aprender e também no futebol quero continuar a aprender ou até mesmo voltar a inventar o que já está inventado.
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